Bumba-meu-boi: a história por trás das cores e dos paetês

Presente nas festas tradicionais de norte a sul do país, o bumba-meu-boi carrega influências indígenas, africanas e europeias. Segundo pesquisadores, o festejo teve origem no Nordeste no século XVII, no período do Ciclo do Gado, época em que o boi tinha grande relevância simbólica e econômica.

Apresentação do Boi Caprichoso na segunda noite do Festival Folclórico de Parintins 2015 Foto: Patrícia Fontoura /Site das Rádios

Apresentação do Boi Caprichoso no Festival Folclórico de Parintins, em 2015 Foto: Patrícia Fontoura /Site das Rádios

Em cada parte do país a história do boi é contada de diversas formas. O ponto em comum em todas as histórias é o casal de escravo Catirina e Pai Francisco. Segundo o que contam as histórias, a jovem Catirina grávida deseja comer a língua do boi mais lindo do pasto e pede para o marido, Chico, providenciar a iguaria. Desesperado, o escravo rouba um dos animais de seu senhor. Em algumas partes do Brasil, o boi morre e é trazido de novo a vida. Já me outras, o boi nem chegar a ser sacrificado.

Boi de Mamão do Mandicuera Foto: Marcos Solivan (UFPR)

Boi de Mamão do Mandicuera Foto: Marcos Solivan (UFPR)

A festa é tradicionalmente realizada nos meses de junho e julho, no período dos festejos juninos, mas em alguns estados podem ser realizados em outros períodos do ano. Através das músicas tocadas com instrumentos de percussão e de cordas, a história do boi é contada e reúne diversos estilos brasileiros, como as toadas, repente, aboios, canções pastoris e cantigas.

Festa de São João em São Luís, no Maranhão. Foto: Governo do Estado do Maranhão

Festa de São João em São Luís, no Maranhão. Foto: Governo do Estado do Maranhão

Bumba-meu-boi no São João em São Luís, no Maranhão Foto: Governo do Estado do Maranhão

Bumba-meu-boi no São João em São Luís, no Maranhão Foto: Governo do Estado do Maranhão

 

 

 

 

 

 

 

Na dança, as influências vêm das danças indígenas, portuguesas e espanholas. Os passos são marcados pelas batidas dos instrumentos e os ritmos podem ser entoados ao som das matracas, maracá, pandeirão, tambor de onça, tamborinho, zabumba e tambor de fogo.

Devoção e fé no Largo de São Pedro, em São Luís, no Maranhão. Foto: Karlos Geromy, Governo do Estado do Maranhão

Devoção e fé no Largo de São Pedro, em São Luís, no Maranhão. Foto: Karlos Geromy, Governo do Estado do Maranhão

Alguns contadores falam que o nome bumba-meu-boi tem relação com a zabumba – tambor utilizado na dança -, oriundo da expressão “zabumba meu boi”. Por outro lado, outros acreditam que o significado vem do verbo bumbar – ação de bater com força -, que mencionado como “bumba” teria o sentido de uma exclamação como: “Bate, meu boi! Bate Chifra, meu boi!”.

Boi-bumbá Garantido, vencedor do Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. Foto: Governo do Estado do Amazonas

Boi-bumbá Garantido, vencedor do 50 Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. Foto: Governo do Estado do Amazonas

De lá para cá, o importante é ver a conservação das tradições culturais, como o bumba-meu-boi, que atualmente possui diversos nomes em cada estado, como o Boi-Bumbá, no Amazonas e no Pará; Bumba-meu-boi, no Maranhão; Boi Calemba, no Rio Grande do Norte; Cavalo-Marinho, na Paraíba; Bumba de reis ou Reis de boi, no Espírito Santo; Boi Pintadinho, no Rio de Janeiro; Boi de mamão, no Paraná e em Santa Catarina e boizinho no Rio Grande do Sul.

 

Texto: Marcos Dias

Centro de convenções do Encontro da Amazônia disponibiliza atividades laborais

Espaço coloca a KYoga Laboral como prática extra aos eventos realizados na casa

Com o objetivo de aumentar a qualidade no ambiente de trabalho, o Encontro da Amazônia passa a oferecer atividades laborais junto às salas empresarias. A nova proposta do espaço tem intuito de agregar bem-estar aos eventos corporativos realizados no centro de convenções. Em exemplo, a KYoga Laboral – prática voltada aos trabalhadores que estão ligados ao estresse diário da função – desenvolvida pelo professor de Kundalini Yoga e consultor em Programação Neurolinguística, Guilherme Araújo.

“A ideia de inserir estas atividades na gama te atrações do espaço vai de encontro com o nosso objetivo dentro do mercado de trabalho, de levar qualidade de vida para o ambiente profissional de forma natural e sustentável”, explica Edicleia Monteiro, diretora do centro de convenções. A primeira ação nesse sentido foi o trabalho com a KYoga Laboral no evento realizado pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA).

Kyoga-edit

O professor Guilherme Araújo, idealizador do estilo oriundo da Kundalini Yoga, acredita que a prática desenvolve qualidade nos resultados executados pelos trabalhadores. “A finalidade da KYoga Laboral é aumentar a produtividade e a criatividade de trabalhadores e empresários promovendo saúde, qualidade de vida e bem-estar”, ressalta.  Ainda segundo o professor, os benefícios proporcionados vão além dos benefícios da ginástica laboral, pois além de trabalhar com fortalecimento e alongamento dos músculos trabalha também com a mente. Os primeiros benefícios são percebidos logo após a primeira prática – diminuição do estresse e aumento da concentração.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse afeta mais de 90% da população mundial e é considerado uma epidemia global. Já o Bureau International du Travail (1993), acredita que o estresse se tornou um dos problemas mais graves da nossa época: ele coloca em perigo a saúde física e mental dos indivíduos e, além disso, custa muito caro às empresas e a economia nacional. Para combater estes índices, o Encontro da Amazônia trabalha para complementar as atividades empresarias recebidas no espaço e acredita que a prática frequente traz melhorias na saúde, qualidade do sono, qualidade de vida, aumento da imunidade, redução da incidência de doenças e melhor desempenho profissional.

O KYoga Laboral pode ser praticado por pessoas de qualquer idade e em qualquer condição física, tornando o ambiente de trabalho mais produtivo, saudável e harmônico. A prática tem duração de 20 a 60 minutos, dependendo da disponibilidade, e pode ser realizada antes, durante ou após o período de trabalho. A atividade é adaptável a diferentes ambientes, como escritórios, agências, fábricas e hospitais.

 

Texto: Marcos Dias com informações Guilherme Araújo

Encontro da Amazônia recebe educadores para lançamento dos projetos do segundo semestre de 2015

BLOG CAFÉ CULTURAL

O Encontro da Amazônia promove nos dias 24 e 25 de junho, a partir das 19h, o Café Cultural para diretores, coordenadores e professores das escolas e faculdades de Curitiba. Na ocasião, o espaço lança o calendário do Projeto Educacional e Cultural do segundo semestre de 2015. A ação faz parte da iniciativa do centro cultural em aproximar-se das instituições de ensinos.

A coordenadora pedagógica do projeto, Edicleia Monteiro, revela a importância das discussões para os participantes. “Os eventos do Encontro da Amazônia são ferramentas para potencializar os ensinamentos propostos pelas escolas e faculdades para além dos muros das instituições. O espaço visa ser um centro de informações complementares dos institutos de ensino”, explica.

O projeto tem a finalidade de levantar discussões sobre educação ambiental, sociedade e cultura, e, em paralelo as ações do centro de convenções do Encontro da Amazônia, organiza mensalmente atividades educacionais e culturais para estudantes e acadêmicos. “Os eventos vem unir pessoas através do conhecimento criando ações educativas que promovam a redescoberta e a valorização do Ambiente Natural e da Sociedade Sustentável. Conhecer para preservar”, ressalta Edicleia.

No primeiro dia, 24 de junho, quarta-feira, a equipe pedagógica do Encontro da Amazônia recebe educadores das escolas do ensino Fundamental e Médio para um bate-papo sobre as novas ideias e conteúdos levantados para as próximas atividades. O projeto tem o objetivo de enriquecer a formação das crianças com formatos didáticos e pedagógicos.

Para o segundo dia, o espaço recebe coordenadores e professores dos cursos das faculdades e universidades, para a apresentação dos novos temas e formatos do projeto. Por ser mais técnico, o evento universitário tem a ideia de agregar mais informações e conceitos aos acadêmicos.

Além disso, nos dois dias do Café Cultural, serão disponibilizados os guias para os próximos eventos culturais, que em paralelo aos educacionais, acontecem nos finais de semanas subsequentes e seguem as mesmas temáticas de cada mês.

No final de cada projeto mensal, o espaço produz o registro das atividades realizadas nos três segmentos: escolar, universitário e cultural, e reúne na Revista Digital Encontro da Amazônia, lançada sempre no mês subsequente da realização dos eventos. Para acessar a última edição, basta entra no link.

Para os educadores que desejam participar do coquetel de lançamento do Projeto Educacional e Cultural do Encontro da Amazônia, devem confirmar presença pelo e-mail contato@encontroamazonia.com.br ou pelo telefone 3014-0030.

Texto: Marcos Dias

Arte: Glauco Teixeira