Encontro da Amazônia tem programação especial no mês de setembro

Espaço comemora o dia da maior floresta tropical do mundo com atividades educacionais e culturais

Em comemoração ao Dia da Amazônia, o espaço Encontro da Amazônia recebe profissionais e especialistas para discutir sobre a maior floresta tropical do mundo. Nos dias 23 e 24 de setembro, o espaço prepara uma programação especial aos estudantes de escolas e universidades, pesquisadores e interessados sobre o tema.

Para a criançada, as atividades, que acontecem nos dois dias, manhã e tarde, vão abordar três pilares: sustentabilidade, ecologia e sociedade. Com um rodizio de quatro oficinas, os temas serão sobre a origem da Amazônia e suas hidrografias; a biodiversidade da Floresta Amazônica; culturas tradicionais (quilombolas, indígenas e caboclos); e as problemáticas da Amazônia. As ações têm objetivo de instigar a curiosidade dos estudantes em buscar mais informações sobre o bioma.

Os inscritos terão dois dias para participar das rodadas de workshops que acontecem simultaneamente, nos dias 23 e 24 de setembro, das 19h às 22h.

Expedição-da-Amazônia

Na quarta-feira, primeiro dia conta com a participação do Conselheiro Presidente do Conselho Regional de Biologia do Paraná (CRBio7), Jorge Augusto Callado Afonso, que fará uma abertura em comemoração ao Dia do Biólogo, data comemorada no dia 3 de setembro. Na sequência, os participantes serão convidados para três workshops: Fisiologia dos peixes da Amazônia, com a PhD em Ecofisiologia, Luciana Rodrigues de Souza Bastos; Poluição e impactos ambientais na Amazônia, com o mestre em Ciências Veterinárias, Giorgi Dal Pont; e os Mamíferos da Floresta Amazônica.

Para abrir a quinta-feira, segundo dia de atividades, o grupo de teatro E não é que é? É Companhia Cênica, apresenta o espetáculo Palavras, Gestos e Cheiro da Amazônia, contando algumas lendas amazônicas e envolvendo o público aos mistérios da floresta. Depois disso, os participantes serão direcionados aos workshops sobre: a Tutela Jurídica Florestal da Amazônia Legal, com a advogada e ex-Procurada do Ibama, Marlene Dias Carvalho; a história da Amazônia: cabanagem, com a professora e historiadora, Viviane Zeni; as bases florestais da Amazônica, com o doutor em Engenharia Florestal, Renato Robert; e o Turismo de Esporte na Amazônia, com o recordista mundial de surf na Pororoca, Serginho Laus.

As inscrições já estão abertas e os convites custam R$ 15, para um dia, e R$ 25, para os dois. O evento tem certificação de 3h e o ingresso inclui coffee break.

Serviço:

Expedição na Amazônia – Encontro da Amazônia

Dia: 23 e 24 de setembro

Horário: a partir das 19h

Investimento: R$ 15 (um dia) ou R$ 25 (dois dias) / Inclui: Participação no workshop, certificação de 3h e coffee break.

Inscrição: www.encontroamazonia.com.br

Informações: pelo telefone: 3014.0030 ou pelo e-mail: contato@encontroamazonia.com.br

 

Texto: Marcos Dias

Encontro da Amazônia discute sobre as influências culturais brasileiras, em eventos temáticos

Espaço realiza no próximo sábado (22) último dia de comemoração sobre o folclore brasileiro

Nos últimos dois dias, o espaço Encontro da Amazônia, em Curitiba, recebeu cerca de 500 pessoas nos eventos sobre cultura e manifestações populares. As atividades fazem parte da temática “Folclore A Gosto” realizada pelo Projeto Educacional e Cultural do espaço. Divididos em dois períodos, tarde e noite, as ações foram direcionados a estudantes escolares, universitários e pesquisadores.

No período da tarde, o espaço recebeu alunos das escolas Erasto Gaertner e Terra Firme, com idades entre 5 e 9 anos, que participaram de cinco oficinas: Identidade e Patrimônio Cultural; Lendas, Mitos e Cantigas; Isoporgravura; Comidas e Festas Populares; e Maracatu.  No final os participantes tiveram a oportunidade de participar do bazar com produtos folclóricos.

crianças

Na primeira noite aconteceu o painel sobre as influências na formação da identidade cultural brasileira, através das experiências da produtora Lia Marchi, da Olaria Cultural; Kanêga dos Santos e Gui Araújo, do grupo Baquetá; o bonequeiro, músico, carnavalesco, ator e diretor, Itaercio Rocha; e com a mediação da jornalista e cantora Maria Celeste Côrrea.

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Painel composto por: LIa Marchi; Gui Araujo; KaNêga dos Santos; Itaercio Rocha e mediado por Maria Celeste Côrrea.

 

Já na segunda noite, os participantes tiveram uma abertura em comemoração ao dia do Historiar, com relatos da historiadora Helena Isabel Mueller e na sequência foram convidados a participar do workshop Folklore: uma visão antropológica, com a antropóloga Vilma Chiara e da oficina O sagrado e o profano, com Itaercio Rocha.

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O professor Itaercio Rocha em dinâmica com os participantes.

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A antropóloga Vilma Chiara trouxe a origem das manifestações populares e culturais, em seu workshop.

 

 

 

 

 

 

 

As comemorações encerram-se no próximo sábado (22), a partir das 15h, com oficinas culturais de artesanato, dança e literatura mítica. Além das aulas, o evento recebe, como atração cultura, a escola de samba Acadêmicos da Realeza para encerrar a programação festiva. As inscrições podem ser feitas pelo site: www.encontroamazonia.com.br, pelo telefone: 3014-0030, ou pelo e-mail: contato@encontroamazonia.com.br, com valores diferenciados.

folclore cultural

Serviço:

Folclore A Gosto do Encontro da Amazônia

Oficinas culturais: 22 de agosto, a partir das 15h, R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada) / inclui: participação em duas oficinas, certificado e coffe break.

Reservas e informações: Encontro da Amazônia, Rua Nilo Peçanha, 1907 – Telefone: (41) 3014-0030 – E-mail: contato@encontroamazonia.com.br

 

Texto: Marcos Dias

Fotos: Marcos Dias e Robertson Clarkson

Arte: Glauco Teixeira Leite

Personalidade: Itaercio Rocha

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O músico, bonequeiro, carnavalesco e artista, Itaercio Rocha, nasceu em Humberto de Campos, pequena cidade no interior do Maranhão, famosa por possuir, no Brasil, o maior bumba-meu-boi – em relação a tamanho da fantasia do animal, que compõe até doze pessoas.

Itaercio é formado em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, pelas Faculdades de Artes do Paraná (FAP) e é especialista em Estudos Contemporâneos em Dança, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), através da escola de dança Faculdade Angel Vianna (FAV). Desde pequeno, recebia influências culturais da família, como seu pai, músico prático, que tocava nas procissões, nos bumbas-bois e nos bailes do interior, e sua mãe que fazia e regia a festa do Divino, além de outras festividades religiosas.

O artista sempre foi estudioso das manifestações populares brasileiras e carrega na bagagem experiências nas cidades de Olinda (PE), São Luis (MA), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro e Maringá (PR), antes de se estabelecer em Curitiba a partir de 1996.

Atualmente atua e dirige espetáculos junto ao grupo Mundaréu, como: Guarnicê, uma singela opereta popular; As Aventuras de Uma Viúva Alucinada; Cortejo Natalino; Embala Eu; Bambaê da Bicharada; No Pé do Lajero; A História do Homem Que Saiu Pelo Mundo Afora Para Aprender a Tremer e Se  Arrepiar; e Adamastô. Em 2006 lançou seu primeiro CD solo e autoral, Chegadim. É aturo do Livro/CD Como é Bom Festa Junina III, em parceria com Mara Fontoura, com quem ainda escreveu o livro Como Diz o Ditado. Em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, o músico lançou os CDs Cancioneiro Popular, em 2009, e Encanto de Brincar, em 2013.

Desde 1999 coordena o Bloco Pré Carnavalesco Garibaldis e Sacis, em Curitiba, e preside a Associação Recreativa e Cultural Amigos do Garibaldis e Sacis (ARCAGS). É professor da disciplina Relações Entre Arte Cultura e Currículo Escolar no curso de pós-graduação Latu Sensu promovido pelo Instituto Tecnológico de Desenvolvimento Educacional (ITDE).

No Encontro da Amazônia, Itaercio Rocha participa, no dia 18 de agosto, do painel: influências na formação da identidade cultural brasileira, para discutir as etnias que influenciaram a construção da cultura do Brasil e do Paraná. O painelista vai trazer a discussão sobre sua pesquisa Sacode o Rabo Jacaré, formas de geração de autonomia e disseminação das culturas populares. Como resistem os saberes construídos pelo povo e seus mecanismos de repasse. A alegria e a festa como forma de construção de conhecimento, identidade e autonomia. A miscigenação como força de disseminação e a tradição como abertura para o novo. No dia 19, ministra o workshop o sagrado e o profano, com brincadeiras, músicas e danças, criando as diversas pontes existentes entre religiosidade e o mundo, nas criações populares do Brasil.

 

Texto: Marcos Dias com informações

Arte: Glauco Teixeira Leite

Chás Medicinais

chás medicinais

Quem não tem a lembrança dos “famosos” chás preparados pela mãe ou avó? Sim! Aqueles que têm benefícios de prevenir diabetes, acalmar, diminuir a TPM, emagrecer e entre outras coisas.

Essa pergunta representa a importância, a força das tradições passadas de geração e geração e a relevância do saber popular, que compõe o folclore brasileiro.

A utilização ervas medicinais como chás tem origem nos povos indígenas e representa a sabedoria das etnias em utilizar toda a riqueza natural disposta pelas florestas.

Os chás utilizados para fins medicinais que nossos ancestrais utilizavam antigamente e até hoje são usados, são carregados de conhecimentos no preparo e efeitos. Alguns chás têm seus efeitos comprovados cientificamente, outros nem tanto.

Mesmo com o crescimento do mercado farmacêutico, o uso dos chás medicinais ainda permanece muito presente nas casas dos brasileiros, que preservam a tradição acreditando na eficácia das receitas.

 

Texto: Vanessa Crefta Bozza

Edição: Marcos Dias

Arte: Glauco Teixeira Leite

Personalidade: Grupo Baquetá

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Criado em 2009, em Curitiba, o grupo Baquetá pesquisa e desenvolve projetos com foco nas culturas populares do Brasil para adultos e crianças. Além dos espetáculos, o grupo também oferece oficinas de percussão corporal, danças afro-brasileiras, yoga, construção de objetos em cerâmica e palestras sobre as leis 10.639/03 e 11.645/08, que incluem nos currículos escolares a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira, dos povos indígenas e performances e esquetes sobre os povos indígenas, histórias africanas e afro-brasileiras. O Baquetá é composto por sete membros, entre atores, músicos e equipe técnica. Para participar dos três dias de eventos do Encontro da Amazônia, o grupo convocou KaNêga dos Santos, Gui Araújo, Diogo de Melo e Maikon Silva.

Durante os dois dias voltados aos estudantes de escolas, o artista plástico Maikon Silva vai ministrar a oficina de manualidade, voltado as técnicas de Xilogravura. A atividade terá como tema principal as manifestações culturais brasileiras

No primeiro dia, o painel Influências na formação da identidade cultural brasileira, terá a participação de KaNêga e Gui Araújo. Na ocasião, os dois brincantes irão debater a seguinte questão: “Grupo Baquetá, folclore ou cultura popular?. Através da experiência do grupo e sua atuação na cidade de Curitiba em escolas, teatro, shoppings, espaços culturais, abordarão os termos Folclore e Cultura Popular, apresentando informações sobre o levantamento histórico da utilização dos termos, apontando as particularidades de cada um e o significado de posicionamento implícito na escolha da utilização de um ou outro, paralelamente à experiência da atuação do Grupo Baquetá.

O workshop “Um pouquinho de Brasil, iaiá”, no segundo dia, os dois brincantes vão contar um pouco sobre a pesquisa e a construção do espetáculo, que feita a partir de estudos nas áreas de antropologia, etnomusicologia, teoria teatral, danças, música e relações étnico-raciais. A oficina tem como foco refletir sobre a importância da cultura popular brasileira e vivenciar diferentes ritmos e brincadeiras. A peça, encenada desde 2009, apresenta diferentes manifestações culturais do povo brasileiro, sobretudo as de influência afro-brasileiras e indígenas.

No dia cultural, o grupo ministrará a oficina Gingás do Brasil, destacando as danças populares brasileiras das cinco regiões do país. Comandada por KaNêga dos Santos e Diogo de Melo, a oficina vai explorar manifestações culturais, que se utilizam principal ou exclusivamente de instrumentos de percussão, de diversas regiões do Brasil. Neste módulo, os oficineiros passearão pelo nordeste e sudeste apresentando as cantigas, toadas e danças características do côco-de-roda, bumba-meu-boi e do jongo. Ao som de pandeiros e pandeirões, atabaques e matracas eles convidam o povo a cantar, pisar, rodopiar, dançar e sentir no corpo um pouco dessa “incessante” ginga brasileira.

Atualmente, o Baquetá conta com três espetáculos principais: “Um pouquinho de Brasil, iaiá” – peça teatral que apresenta elementos da cultura negra, indígena e portuguesa e suas influências na formação cultural brasileira -, “Baquetinhá” – musical voltado para o público infantil que utiliza brincadeiras de roda e jogos musicais, através de composições próprias – e “Nhanderecó: uma história de todos nós” – peça teatral que tem como tema as histórias dos povos indígenas brasileiros.

 

Os brincantes:

Guilherme Araujo é mestre em Música, com pesquisa na área de etnomusicologia, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pós-graduado em Programação Neurolinguística Sistêmica pelo ISAL e bacharel em Comunicação Social pela UFPR. É instrutor de Kundalini Yoga pelo Instituto 3HO de Kundalini Yoga. Pesquisa música em religiões e manifestações culturais. Canta, toca violão, baixo e viola caipira. Estudou no conservatório de música popular brasileira, em Curitiba. Tem experiência com música infantil, tendo participado do Grupo Barato da Barata. É ator, músico e produtor do Grupo Baquetá.

KaNêga dos Santos é atriz formada pela Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e musicoterapeuta formada pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Atuou como percussionista, cantora e rabequeira na Banda Tântalus. Musicista, agitadora cultural e performer no Coletivo Odé a Baco. Foi atriz e musicista do Grupo de teatro Nuspartus. Possui experiência com manifestações culturais brasileiras, cultura afro-brasileira, além de teatro infantil e danças populares. Pesquisa relações étnico-raciais e racismo na escola e desenvolve palestras sobre as leis 10.639/03 e 11.645/08. Canta, toca rabeca e percussão. Ministra oficinas de percussão corporal para adultos e crianças e danças afro-brasileiras. É atriz, musicista, oficineira e produtora do Grupo Baquetá.

Diogo de Melo iniciou seus estudos musicais em 2007 na cidade de Assis-SP. No início era a bateria o seu foco, porém logo começou a se interessar por outros instrumentos de percussão e em 2008 ingressou na Oficina de Ritmos Brasileiros ofertada num ponto de cultura na mesma cidade. Dessa oficina surgiu o grupo de percussão “Mergulhatu”, com o qual se apresentou em 2009 e 2010 na “Virada Cultural”, do interior paulista. Com o grupo musical “Shandala” participou de eventos universitários e se apresentou no teatro do SESC em São Paulo. Em 2012, mudou-se para Curitiba para ingressar na Faculdade de Artes do Paraná (FAP) no curso Bacharelado em Música Popular. Com amigos desta faculdade formou o grupo “Regional Sabiá”, com o qual realizou intervenções em feiras e locais públicos de Curitiba, bem como apresentações em bares.

Maikon Silva é licenciado em Educação Artística – habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Participou do Projeto Oficina Permanente de Gravura da UFPR como aluno, bolsista e ministrante de oficina. Atuou em montagens de Exposições no Museu de Arte da UFPR. Foi instrutor de atividades Artísticas no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos nos Centros de Referência e Assistência Social de Curitiba e Piraquara. Foi instrutor de Gravura: Serigrafia no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, em Escolas Municipais de Curitiba. Exposições Coletivas: Marcas Impressas, Gravadores da UFPR e Permanece um pouco em tudo SESC-Centro. Atuou como Professor de Arte em Escolas Estaduais. É assistente de produtor, roadie, cenógrafo e artista visual do Grupo Baquetá.

 

Texto: Marcos Dias com informações do grupo

Arte: Glauco Teixeira Leite