Ara Ararauna – Arara Canindé

A Ara Ararauna é a conhecida do no Brasil como a Arara Canindé.

Conheça mais sobre essa ave!

Distribuição: América do Sul, no Brasil

Habitat: Próximo à florestas úmidas, áreas temporariamente inundadas, banhados e campos abertos.

Alimentação: Alimentam-se no chão ou em baixas alturas na procura de sementes, nozes, frutos de palmeiras, folhas, néctar, arilos dos frutos de jataí e jatobá. Além disso, essas aves costumam reunir-se em solos de barrancos de rios que contém diversos minerais, os quais são ingeridos por elas.

Características: Pode realizar voos de longa distância entre os locais de pernoite e de alimentação e também, é bastante veloz. Normalmente, eles atingem a maturidade sexual a partir de 4 anos em diante. Para  os ninhos, preferem um tronco de árvore grande escavado. Colocam 2 a 4 ovos por postura e a incubação é dura de 26 a 28 dias. Os jovens muitas vezes deixam o ninho em 3-4 meses de idade. Enquanto aprendem a comer por conta própria, os pais continuam alimentando-os para fora do ninho.

Arara Canindé

Arara Canindé

Publique também sua notícia sobre animais da Amazônia.

http://www.encontrodaamazonia.com.br/site/envie-noticia

Personalidade: Serginho Laus

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O esportista Serginho Laus participa do evento “Expedição da Amazônia”, com o objetivo de trazer um pouco da maior floresta tropical do mundo para Curitiba. A atividade faz parte do projeto Educacional e Cultural, promovido pelo espaço curitibano Encontro da Amazônia, nos dias 23 e 24 de setembro, das 19h às 22h.

Com o workshop “Turismo de Esporte na Amazônia”, o surfista vai dividir suas experiências e sua visão sobre a Amazônia, destacando as atrações, quando se diz respeito a cultura e turismo de esporte. Como os visitantes enxergam a região e como ela vem sendo tratada.

Percussor do surf na Pororoca, Serginho Laus é ambientalista, surfista profissional, produtor e jornalista. Em 2005 e 2009, registrou se nome no Guinness Book, quebrando o recorde mundial de surf na Pororoca, no qual no último ano quebrou seu próprio, com a marca de 11.8 km, no rio Araguari, no Amapá.

Na bagagem carrega explorações nas Pororocas do Brasil, França, Inglaterra, China, Indonésia, Alaska e Índia. Sua meta é ainda é surfar nas águas da Malasya e Canadá, assim tornando-se o primeiro surfista no mundo a encarar as principais ondas de marés do mundo.

Seu espirito aventureiro e explorador reuniu outros profissionais com o mesmo interesse. A equipe “Surfando na Selva” coordena ações ordenadas nas Pororocas do brasileira e do mundo, difundindo a consciência ecológica e organizando expedições com grupos de surfistas, turistas, produtoras e equipes de jornalismo para conhecer o famoso “Tsunami Amazônico”.

Confira um pouco das aventuras de Serginho Laus:

Para participar do workshop ministrado por Serginho Laus, no dia 24 de setembro, às 19h, na sede do espaço Encontro da Amazônia, na Rua Nilo Peçanha, 1907, basta fazer sua inscrição por aqui.

 

Texto: Marcos Dias

Arte: Paula Ariana Calory

Chás Medicinais

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Quem não tem a lembrança dos “famosos” chás preparados pela mãe ou avó? Sim! Aqueles que têm benefícios de prevenir diabetes, acalmar, diminuir a TPM, emagrecer e entre outras coisas.

Essa pergunta representa a importância, a força das tradições passadas de geração e geração e a relevância do saber popular, que compõe o folclore brasileiro.

A utilização ervas medicinais como chás tem origem nos povos indígenas e representa a sabedoria das etnias em utilizar toda a riqueza natural disposta pelas florestas.

Os chás utilizados para fins medicinais que nossos ancestrais utilizavam antigamente e até hoje são usados, são carregados de conhecimentos no preparo e efeitos. Alguns chás têm seus efeitos comprovados cientificamente, outros nem tanto.

Mesmo com o crescimento do mercado farmacêutico, o uso dos chás medicinais ainda permanece muito presente nas casas dos brasileiros, que preservam a tradição acreditando na eficácia das receitas.

 

Texto: Vanessa Crefta Bozza

Edição: Marcos Dias

Arte: Glauco Teixeira Leite

Lendas

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As lendas são as famosas histórias contadas pelos mais velhos para explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais, misturando fatos reais com imaginários ou fantasiosos, e que vão se modificando através do imaginário popular. No que se tornam conhecidas vão sendo registradas na linguagem escrita. Esses contos permaneceram como a melhor maneira para explicar coisas e acontecimentos que não tinham como ser esclarecidos.

Muitos pesquisadores afirmam que as lendas são apenas frutos da imaginação popular, porém, como sabemos, as lendas em muitos povos são “os livros na memória dos mais sábios”.

No Brasil, as lendas possuem influencias dos povos indígenas, africanos e até mesmo dos europeus, que agregaram suas influências culturais. Algumas mais conhecidas com o saci-pererê, curupira, Iara, mula sem cabeça, boi tatá, ou outras histórias como o surgimento do Guaraná, da Araucária e das Cataratas do Rio Iguaçu.

Talvez essas narrações sejam a expressão mais evidente do quão grande e rico é o folclore brasileiro, que atravessa gerações através da sua oralidade e escrita.

 

Texto: Marcos Dias

Arte: Glauco Teixeira Leite

Personalidade: Zoe de Camaris

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Zoe de Camaris é professora de Literatura e Linguística, especialista em Letras, taróloga e estudiosa da Antropologia do Imaginário.

Já participou de diversas palestras e comunicações com o tema do Sagrado Feminino na mitologia e na literatura. Atualmente trabalha em projetos incentivados pelo Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de Curitiba, como professora de Oficinas Literárias e Incentivo à Leitura. Em paralelo, desenvolve cursos particulares de Análise Simbólica.

Com a oficina Figuras Míticas Femininas do Brasil-Indígena, Zoe tem um objetivo transformado: trazer à superfície substratos que persistem incógnitos na alma feminina – figuras míticas – que constituem o nosso imaginário pessoal, mascaradas pela parafernália de imagens, informações e imposições de consumo da sociedade contemporânea.

Nesse sentido, conhecer aspectos diversos da Deusa primordial, buscando referências na mitologia indígena do nosso país, é um ganho inestimável pois seu reconhecimento propicia um movimento catalisador desses mesmos aspectos, fortificando-os e deixando entrever as diferenças marcantes entre a psique feminina brasileira e os modelos americanos e europeus a que estamos acostumadas a nos reportar.

A palestra acontece em dois momentos: a exposição teórica e a feitura de deusas de argila procurando trazer para a realidade concreta aspectos que se encontram adormecidos.

 

Texto: Marcos Dias com informações da assessoria de imprensa

Arte: Glauco Teixeira Leite

 

Carnaval

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O significado da palavra Carnaval vem do termo em latim carnis levale, cujo significado é retirar a carne. Sua origem é incerta, sendo relacionadas com festejos do Egito Antigo, Babilônia e Grego Romana, todas festas pagãs.

Em 1901, quando a Igreja oficializou a Quaresma, o carnaval passou a ter sua comemoração com um período regular, precedendo o período de penitência que antecede a Páscoa.

O carnaval é a festa mais popular no Brasil, comemorado desde século XVII. A manifestação recebe influências do Entrudo, festa típica de Portugal, e ao longo dos tempos transformou-se na grande manifestação popular conhecida atualmente e reconhecimento interacional.

Cada região do país tem uma forma diferente de comemorar a festividade. No Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, são conhecidos pelos glamorosos desfiles das Escolas de Samba. Na Bahia, o trio elétrico se torna a peça fundamental dos circuitos de axé. Em Pernambuco, o Carnaval é embalado no ritmo e passos do frevo. Já na capital paranaense, a festa traz muita diversão com os desfiles de zumbis, no Zombie Walk.

Mesmo com diversidade de manifestações festivas, o Carnaval faz parte do folclore brasileiro e compõe a identidade cultural do país.

 

Texto: Vanessa Crefta Bozza

Edição: Marcos Dias

Arte: Glauco Teixeira Leite

Personalidade: Vilma Chiara

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Vilma Chiara carrega na bagagem diversas experiências com etnias indígenas, tais identidades que se tornaram base da construção cultural do Brasil. Graduada em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política, em São Paulo, Vilma construiu sua carreira acadêmica em conceituadas universidades nacionais e internacionais.

Em 1969, com a dissertação Les Poupées d’Argile des Indiens Karajá, Rio Araguaia, Brésil, conquistou o título de mestre na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, em Paris. Ainda na academia francesa, em 1982, consagrou-se doutora com a tese L’Homme et l’espace chez les Indiens Kraô – Goiás – Brésil. Em paralelo à vida acadêmica, Vilma estagiava nos grandes museus de catalogação de etnias a cidade parisiense.

Da Europa a América do Norte, nos Estados Unidos, Vilma ingressou na Harvard University e Iowa University para obter mais um grau acadêmico: o pós-doutorado. Obteve o título em PhD com a Elaboração das Análises Antropológicas do Gênesis. Na ocasião, aproveitou para fazer alguns cursos complementares em sua formação, como o de Etnomusicologia e Museologia. Em sua estadia no país norte-americano, Vilma fez estágios em vários museus locais. Na cidade de Washington D.C fez algumas restaurações de peças de cerâmica, de madeira e de palha. Em Chicago, na organização de acervo. Trabalhou também nas cidades de Nova Iorque, Filadélfia e Santa Fé, Novo México.

A antropóloga consolidou sua carreira nas salas universitárias da Universidade Federal do Piauí, no qual lecionou durante 18 anos. No Museu Paulista, trabalhou em diversos projetos e nos seus 12 anos de casa atuou na seção de etnologia, nas pesquisas etnográficas, coletas de peças, catalogação, organização e restauração do acervo.

Vilma Chiara vai ministrar o workshop “Folklore: uma visão antropológica” no evento “Folclore a gosto”, promovido pelo Encontro da Amazônia, nos dias 18, 19 e 22 de agosto.

 

Texto: Marcos Dias

Arte: Glauco Teixeira Leite

Personalidade: Marlene Dias Carvalho

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Para ministrar o workshop Código Florestal – Áreas de Reserva Legal, da Jornada da Biodiversidade, o Encontro da Amazônia convidou a advogada Marlene Dias Carvalho. Bacharel em Direito e licenciada em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Marlene é especialista em Direito Ambiental e em Metodologia do Ensino Superior, pela UniCuritiba e UFPMA, respectivamente.

No currículo, carrega toda uma trajetória como Procuradora Federal com exercício no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA). Atuou como consultora jurídica em vários Estados da Amazônia Legal 1997 a 2006, nas questões ambientais; foi instrutora de Legislação Ambiental no Programa de Capacitação; gerente de unidade de Conservação da Região Norte; implantou a Gerência Executiva do IBAMA de SINOP, no Estado de Mato Grosso; foi interventora no Estado de Tocantins.

Ainda pelo IBAMA, foi assessora jurídica do Licenciamento Ambiental; interventora no Estado de Mato Grosso; também atuou como Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos da Superintendência e Superintendente Estadual Substituta da Superintendência, ambos no Paraná; e também foi Superintendente Estadual da Superintendência Estadual e Conselheira do Conselho Estadual do Meio Ambiente, no Maranhão.

Atualmente atua como advogada ambiental e comanda a MDC Consultoria Ambiental, empresa de advocacia, com larga experiência na área.

Para o workshop, a advogada vai fazer um breve histórico sobre Reserva Legal e as suas alterações através das leis e medidas provisórias, até o novo Código Florestal. Além de levantar os conceitos de Reserva Legal, a delimitação da área, a natureza jurídica e o direito de uso da Propriedade Rural. Vai discutir sobre a posse, a localização, o regime de proteção, as características, a averbação no registro de imóveis, a inalterabilidade da destinação e a isenção tributária, dentro da esfera da Reserva Legal.

A “Jornada da Biodiversidade” promove rodadas de palestras que acontecem simultaneamente, nos dias 27 e 28 de maio, às 19h, e faz parte do evento “Seja Biodiversidade!”, realizado pelo Encontro da Amazônia. Para participar basta fazer sua pré-inscrição pelo site.

 

Arte: Glauco Teixeira

Texto e Revisão: Marcos Dias

Imbuia

IMBUIA 19-05

A Ocotea porosa, (Nees et Martius ex Nees) Liberato Barroso, tem sua germinação entre 30 a 110 dias após seu plantio, porém seu desenvolvimento é lento. A altura média é de 15 a 20 metros, com seu tronco irregular e com algumas curvas. Possui casca em cor cinza clara e apresenta aberturas mais evidentes em arvores com maior idade.

É conhecida por ser a espécie de árvore com maior tempo de vida na Floresta das Araucárias, podendo ultrapassar 600 anos de idade. Sua madeira pode ser usada para ser feitos móveis de luxo e instrumentos musicais. A semente é explorada por besouros da família Scolytidae.

Por possuir madeiras de boa qualidade, inclusive para móveis de luxo, sua exploração foi tanta que está na lista de espécies ameaçada de extinção. Sendo dificilmente encontrada nas matas.

Os frutos são drupas globosas lisas e lustrosas de coloração roxa à vermelho. A floração ocorre de outubro a novembro e os frutos amadurecem de janeiro a março. Seus frutos são de alto consumo para os mais diversos pássaros presentes nas regiões, na qual se encontra a árvore.

A cidade de Imbuia, em Santa Catarina, teve seu nome oriundo da planta e é a árvore símbolo do estado catarinense.

 

Texto: Jean Felipe dos Santos

Arte: Glauco Teixeira

Edição: Marcos Dias

Porco do Mato

Porco do Mato 12-05

O Porco do Mato, Pecari tajacu (Linnaeus, 1758), é encontrado em vários biomas brasileiros, porém não ocorrendo migrações. O que estão localizados na Mata Atlântica estão mais ameaçados, pois sofrem mais com o desmatamento, caça e introdução da espécie exótica invasora, conhecida como javaporco.
 
A pelagem é longa e áspera, geralmente de tonalidade cinza mesclada de preto, com uma faixa de pelos brancos ao redor do pescoço que dá o aspecto de um colar. Na região dorsal possuem uma crina de pelos mais longos e escuros, que eriçam em situações de estresse ou quando demonstram comportamentos de ameaça, sendo que a agressividade aparece quando um membro é perseguido ou ferido. Não existe dimorfismo sexual nessa espécie.
 
Vivem em bandos e já foram avistados machos vivendo sozinho. Sua expectativa de vida é de até 25 anos. Não existem ações de conservação voltadas especificamente para esta espécie.

 

Arte: Rodrigo Julkowski

Texto: Vanessa Crefta Bozza

Edição: Marcos Dias