Encontro da Amazônia realiza eventos sobre Biodiversidade

“Seja Biodiversidade!” reúne eventos para discutir a importância da natureza

O Encontro da Amazônia realiza nos dias 27, 28 e 30 de maio uma série de ações voltadas as discussões sobre diversidades e realidades da fauna e flora brasileira. Com o nome “Seja Biodiversidade!”, o evento é uma iniciativa do Projeto Educacional e Cultural do espaço, que visa promover, mensalmente, atividades temáticas com intuito de valorização da Ecologia, Meio Ambiente, Sociedade e Cultura.

A idealizadora do projeto e diretora do Encontro da Amazônia, Edicleia Monteiro, acredita na importância da discussão dentro das escolas e universidades. “Os jovens de hoje serão os governantes de amanhã”. E completa: compreender a importância do Meio Ambiente para o equilíbrio da sobrevivência de vida na Terra é fundamental para que futuras gerações tenham condições de habitar com qualidade e bem-estar”. O projeto é uma iniciativa para aproximar os estudantes das biodiversidades existentes.

Nos dias, 27 e 28, no período da manhã e tarde, será realizada a “Expedição na Biodiversidade”, voltadas aos estudantes do Ensino Fundamental. As atividades serão divididas em quatro oficinas com temas que variam desde a evolução das espécies aos impactos causados pelo ser humano ao Meio Ambiente.

Expedição na Biodiversidade

Ainda nos dois primeiros dias, às 19h, ocorre a “Jornada da Biodiversidade”. Serão oito workshops temáticos para universitários que acontecem simultaneamente, sendo quatro por noite, ministrados por pesquisadores e especialistas. Neste caso, os interessados devem fazer uma pré-inscrição nos temas através do site.

Na noite do dia 27, a bióloga Fernanda Góss Braga abordará sobre Fauna Atropelada, o biólogo do Centro de Estudo do Mar, José Claro, discutirá a Biodiversidade Marinha e a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), que vai trazer toda sua experiência nos workshops sobre o Programa de Desmatamento Evitado e sobre o Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa.

Para a segunda noite, a “Jornada da Biodiversidade” reúne a advogada Marlene Dias Carvalho para falar sobre o Código Florestal – Áreas de Reserva Legal, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza para abordar a história de conservação e pesquisa da Reserva Natural Salto Morato e os biólogos Henrique Gomes e Hugo Bornatowski para discutirem a Genética da Biodiversidade e o Conceito e Problemáticas dos Tubarões, respectivamente.

Jornada da Biodiversidade

Para finalizar, no dia 30 de maio, a partir das 15h, o Encontro da Amazônia realiza a “Biodiversidade Cultural”, evento com oficinas temáticas e apresentações culturais. O espaço recebe as oficinas de fotografia e vídeos, Clicando a Natureza, a de Gastronomia da Conservação com ingredientes que minimizam os impactos ambientas, a de introdução à arte de Ilustração Botânica e a de técnicas de jardinagem, Mãos na Terra.

Biodiversidade Cultural

 

 

Texto: Marcos Dias

Arte: Glauco Teixeira

Pesquisadores vão percorrer o Rio Xingu em busca de espécies ameaçadas por Belo Monte

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Grupo de pesquisadores sai de Altamira em direção à Volta Grande do Xingu para registrar a biodiversidade daquela área, que será represada pela usina|Leticia Leite-ISA

Confira > http://goo.gl/xpNl1R

Nova espécie de carnívoro é descoberta na América do Sul

 

 

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Nova espécie de carnívoro é descoberta na América do Sul

O olinguito, originário das florestas das regiões andinas do Equador e da Colômbia, foi apresentado na quinta-feira por cientistas

Washington – O olinguito, um pequeno mamífero que parece uma mistura de gato e ursinho de pelúcia, originário das florestas das regiões andinas do Equador e da Colômbia, foi apresentado na quinta-feira por cientistas como a primeira espécie de carnívoro descoberta no continente americano em 35 anos.

Este animal de olhos grandes e pelagem felpuda vermelha-alaranjada já tinha sido visto há anos nas selvas do Equador e da Colômbia, e também em museus e zoológicos, mas era confundido com seu parente mais próximo, o olingo, explicaram os autores da descoberta, divulgada na edição desta quinta-feira da revista americana Zookeys.

Mas os especialistas detectaram que este mamífero, que os habitantes dos bosques andinos chamam de “neblina”, era diferente do olingo porque não acasalava com ele.

Pesando 900 gramas, a nova espécie, denominada Bassaricyon neblina, é o mais novo membro da família Procyonidae, à qual pertencem, entre outros, os guaxinins, os juparás e os olingos.

“A descoberta do olinguito nos mostra que o mundo não está completamente explorado e que seus segredos mais elementares não foram revelados”, afirmou Kristofer Helgen, curador de mamíferos no Museu de História Natural do Instituto Smithsonian em Washington e chefe da equipe de pesquisas que encontrou a nova espécie.

por: Ramon Sahmkow  Foto:  Paul Souders / Corbis 

Saiba mais AQUI

 

Coletânea de estudos homenageia a geógrafa Bertha Becker

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É difícil pensar na geografia brasileira sem associá-la à pesquisadora Bertha Becker. Geografia em seu sentido mais amplo, como disciplina do conhecimento, mas principalmente em seus aspectos político, social, econômico e de aproveitamento dos recursos naturais, em especial, na região amazônica.

A geógrafa, falecida no dia 13 de julho, aos 83 anos, foi homenageada na última quinta-feira (25), em sessão especial da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na qual foi lançada uma coletânea com as contribuições da pesquisadora aos estudos realizados pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

“Além de compartilhar com a comunidade científica a riqueza desse trabalho, queremos ampliar o acesso à obra dessa pesquisadora que tanto contribuiu para o desenvolvimento do país”, comentou Mariano Laplane, presidente do CGEE – organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O material contém textos inéditos e já publicados, elaborados pela pesquisadora entre 2006 e 2012, a exemplo das publicações Um Projeto para a Amazônia no Século 21: Desafios e Contribuições, de 2009, e Economia Verde para o Desenvolvimento Sustentável, de 2012.

Considerada uma das maiores estudiosas da Amazônia, Bertha defendia a riqueza milenar dos povos da região ao mesmo tempo em que propunha novos modelos de produção, baseados em ações que uniam ciência e tecnologia, de maneira a preservar o conhecimento tradicional, aliando-o ao desenvolvimento econômico e ao uso sustentado de recursos.

“Ela foi pioneira nos estudos sobre as cidades e fronteiras amazônicas. Produziu inúmeros avanços conceituais e metodológicos, como a constituição de políticas de zoneamento para a região”, lembrou Adma de Figueiredo, da coordenação de geografia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Foi Bertha quem cunhou o conceito de que o zoneamento não deve ser um fim em si mesmo e nem um mecanismo de divisão ou isolamento territorial, mas uma pactuação entre interesses e atores diversos”.

Leia a notícia completa no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

29 de junho – Dia do Pescador

DIA DO PESCADOR

A Amazônia abriga milhões de formas de vida, e também de viver! O pescador, que pesca por sua subsistência, é uma figura fundamental dessa região. Ele sustenta sua família e também a de muitos outros, e integra o ambiente à sua volta, sem agredi-lo. O enorme potencial aquático e a biodiversidade de peixes da Amazônia são elementos inseparáveis da vivência do pescador. O sentido da natureza é a vida; esta é mantida pela pesca; e esta, exercida pelo pescador.

Dia Nacional da Mata Atlântica

Dia da Mata Atlantica

A Mata Atlântica foi reconhecida como Patrimônio Nacional em 1988 através da Constituição Federal mas somente em 1999, através de um decreto presidencial, foi instituído o dia 27 de maio como o “Dia Nacional da Mata Atlântica”.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o bioma original ocupava cerca de 1,3 milhão de km².  Atualmente, a área está reduzida a 7% e encontra-se de forma fragmentada.

Diversas empresas, ONG’s e outras iniciativas têm realizado trabalhos em prol da conservação. Trazemos no post de hoje o documento “Visão da Biodiversidade da Ecorregião Serra do Mar” que foi disponibilizado em 2011 pela WWF. Esta publicação é um estudo técnico sobre a Mata Atlântica que reúne recomendações e orientações para a conservação de áreas no bioma.

Veja aqui.

Dia Mundial da Tartaruga

Desde o ano 2000, o dia 23 de maio é dedicado ao Dia Mundial das Tartarugas. A iniciativa foi realizada por uma organização sem fins lucrativos norte-americana, a American Tortoise Rescue, afim de chamar a atenção da sociedade para as questões que envolvem tartarugas, cágados e jabutis, bem como difundir o conhecimento a respeito desses animais.

Para participar deste dia, nós do Encontro da Amazônia, preparamos abaixo uma ficha sobre o maior quelônio da América do Sul: a Tartaruga-da-amazônia!

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Você trabalha ou estuda este animal? Conheça nosso projeto da enciclopédia virtual. Clique aqui e saiba mais.

Dia Mundial da Biodiversidade

22 de maio - dia da biodiversidade

O dia 22 de maio é o Dia Mundial da Biodiversidade. Esta data foi criada pela ONU com o intuito de desenvolver a compreensão e a consciência sobre as questões da biodiversidade.

A Biodiversidade é a variedade de formas de vida na Terra. O Brasil detém, sozinho, cerca de 20% da biodiversidade mundial, sendo o país mais megadiverso do mundo. Essa riqueza se deve em grande parte à Amazônia, que abriga mais de um terço de todas as espécies vivas do planeta.

Apesar disso, somos o país que mais desmata. É de extrema importância, portanto, que se criem políticas que visem à conservação da biodiversidade. Ainda mais fundamental é a formação de uma consciência ambiental coletiva, em que as pessoas se vejam como sujeitos de mudança, inseridas em seu meio, mesmo nas metrópoles. Afinal de contas, tudo o que comemos, vestimos e utilizamos no dia-a-dia provém da natureza, e depende de seu funcionamento.

 

Panorama da Biodiversidade Global 3

O Panorama da Biodiversidade Global 3 é a terceira edição do relatório a respeito de metas (alcançadas e não alcançadas) para atingir a redução na taxa de perda da Biodiversidade. Esse tratado foi feito em 2002, por líderes mundiais, com meta para 2010 (o ano da Biodiversidade).

Este relatório reúne “fatos e números preocupantes”, segundo Achim Steiner, Sub-Secretário Geral das Nações Unidas e Diretor Executivo do PNUMA. Para BAN Ki-moon, Secretário Geral da ONU, “esta terceira edição do Panorama da Biodiversidade Global conclui que o objetivo [em atingir uma redução significativa na taxa de perda de biodiversidade até 2010] não foi cumprido”.

Acesse aqui a edição disponibilizada pelo Ministério do Meio Ambiente.

 

Texto: Matheus Suliman e Luiz H. Tobias | Arte: Thales Jardim