Evento de lançamento oficial do Workshops para Educadores

O Encontro da Amazônia convida aos educadores para conhecer o WORKSHOPS PARA EDUCADORES,

no dia 14 de SETEMBRO às 19h.

Esperamos você para conhecer a programação para os próximos meses dos cursos de formação continuada especifica para cada nível de ensino. Com temas que atendem as necessidades dos docentes.

Para confirmar sua presença pelo endereço eletrônico: cursos@encontroamazonia.com.br

ou no telefone (41) 3014-0030

Evento gratuito – Vagas limitadas

Encontro da Amazônia, 1907 Bom Retiro Curitiba- Paraná

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Palestra gratuita: Os Efeitos da Reforma Trabalhista

O Encontro da Amazônia juntamente com o Athayde Advogados convida para palestra gratuita: Os Efeitos da Reforma Trabalhista.

Personalidade: Serginho Laus

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O esportista Serginho Laus participa do evento “Expedição da Amazônia”, com o objetivo de trazer um pouco da maior floresta tropical do mundo para Curitiba. A atividade faz parte do projeto Educacional e Cultural, promovido pelo espaço curitibano Encontro da Amazônia, nos dias 23 e 24 de setembro, das 19h às 22h.

Com o workshop “Turismo de Esporte na Amazônia”, o surfista vai dividir suas experiências e sua visão sobre a Amazônia, destacando as atrações, quando se diz respeito a cultura e turismo de esporte. Como os visitantes enxergam a região e como ela vem sendo tratada.

Percussor do surf na Pororoca, Serginho Laus é ambientalista, surfista profissional, produtor e jornalista. Em 2005 e 2009, registrou se nome no Guinness Book, quebrando o recorde mundial de surf na Pororoca, no qual no último ano quebrou seu próprio, com a marca de 11.8 km, no rio Araguari, no Amapá.

Na bagagem carrega explorações nas Pororocas do Brasil, França, Inglaterra, China, Indonésia, Alaska e Índia. Sua meta é ainda é surfar nas águas da Malasya e Canadá, assim tornando-se o primeiro surfista no mundo a encarar as principais ondas de marés do mundo.

Seu espirito aventureiro e explorador reuniu outros profissionais com o mesmo interesse. A equipe “Surfando na Selva” coordena ações ordenadas nas Pororocas do brasileira e do mundo, difundindo a consciência ecológica e organizando expedições com grupos de surfistas, turistas, produtoras e equipes de jornalismo para conhecer o famoso “Tsunami Amazônico”.

Confira um pouco das aventuras de Serginho Laus:

Para participar do workshop ministrado por Serginho Laus, no dia 24 de setembro, às 19h, na sede do espaço Encontro da Amazônia, na Rua Nilo Peçanha, 1907, basta fazer sua inscrição por aqui.

 

Texto: Marcos Dias

Arte: Paula Ariana Calory

Personalidade: Itaercio Rocha

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O músico, bonequeiro, carnavalesco e artista, Itaercio Rocha, nasceu em Humberto de Campos, pequena cidade no interior do Maranhão, famosa por possuir, no Brasil, o maior bumba-meu-boi – em relação a tamanho da fantasia do animal, que compõe até doze pessoas.

Itaercio é formado em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, pelas Faculdades de Artes do Paraná (FAP) e é especialista em Estudos Contemporâneos em Dança, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), através da escola de dança Faculdade Angel Vianna (FAV). Desde pequeno, recebia influências culturais da família, como seu pai, músico prático, que tocava nas procissões, nos bumbas-bois e nos bailes do interior, e sua mãe que fazia e regia a festa do Divino, além de outras festividades religiosas.

O artista sempre foi estudioso das manifestações populares brasileiras e carrega na bagagem experiências nas cidades de Olinda (PE), São Luis (MA), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro e Maringá (PR), antes de se estabelecer em Curitiba a partir de 1996.

Atualmente atua e dirige espetáculos junto ao grupo Mundaréu, como: Guarnicê, uma singela opereta popular; As Aventuras de Uma Viúva Alucinada; Cortejo Natalino; Embala Eu; Bambaê da Bicharada; No Pé do Lajero; A História do Homem Que Saiu Pelo Mundo Afora Para Aprender a Tremer e Se  Arrepiar; e Adamastô. Em 2006 lançou seu primeiro CD solo e autoral, Chegadim. É aturo do Livro/CD Como é Bom Festa Junina III, em parceria com Mara Fontoura, com quem ainda escreveu o livro Como Diz o Ditado. Em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, o músico lançou os CDs Cancioneiro Popular, em 2009, e Encanto de Brincar, em 2013.

Desde 1999 coordena o Bloco Pré Carnavalesco Garibaldis e Sacis, em Curitiba, e preside a Associação Recreativa e Cultural Amigos do Garibaldis e Sacis (ARCAGS). É professor da disciplina Relações Entre Arte Cultura e Currículo Escolar no curso de pós-graduação Latu Sensu promovido pelo Instituto Tecnológico de Desenvolvimento Educacional (ITDE).

No Encontro da Amazônia, Itaercio Rocha participa, no dia 18 de agosto, do painel: influências na formação da identidade cultural brasileira, para discutir as etnias que influenciaram a construção da cultura do Brasil e do Paraná. O painelista vai trazer a discussão sobre sua pesquisa Sacode o Rabo Jacaré, formas de geração de autonomia e disseminação das culturas populares. Como resistem os saberes construídos pelo povo e seus mecanismos de repasse. A alegria e a festa como forma de construção de conhecimento, identidade e autonomia. A miscigenação como força de disseminação e a tradição como abertura para o novo. No dia 19, ministra o workshop o sagrado e o profano, com brincadeiras, músicas e danças, criando as diversas pontes existentes entre religiosidade e o mundo, nas criações populares do Brasil.

 

Texto: Marcos Dias com informações

Arte: Glauco Teixeira Leite

Chás Medicinais

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Quem não tem a lembrança dos “famosos” chás preparados pela mãe ou avó? Sim! Aqueles que têm benefícios de prevenir diabetes, acalmar, diminuir a TPM, emagrecer e entre outras coisas.

Essa pergunta representa a importância, a força das tradições passadas de geração e geração e a relevância do saber popular, que compõe o folclore brasileiro.

A utilização ervas medicinais como chás tem origem nos povos indígenas e representa a sabedoria das etnias em utilizar toda a riqueza natural disposta pelas florestas.

Os chás utilizados para fins medicinais que nossos ancestrais utilizavam antigamente e até hoje são usados, são carregados de conhecimentos no preparo e efeitos. Alguns chás têm seus efeitos comprovados cientificamente, outros nem tanto.

Mesmo com o crescimento do mercado farmacêutico, o uso dos chás medicinais ainda permanece muito presente nas casas dos brasileiros, que preservam a tradição acreditando na eficácia das receitas.

 

Texto: Vanessa Crefta Bozza

Edição: Marcos Dias

Arte: Glauco Teixeira Leite

Personalidade: Grupo Baquetá

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Criado em 2009, em Curitiba, o grupo Baquetá pesquisa e desenvolve projetos com foco nas culturas populares do Brasil para adultos e crianças. Além dos espetáculos, o grupo também oferece oficinas de percussão corporal, danças afro-brasileiras, yoga, construção de objetos em cerâmica e palestras sobre as leis 10.639/03 e 11.645/08, que incluem nos currículos escolares a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira, dos povos indígenas e performances e esquetes sobre os povos indígenas, histórias africanas e afro-brasileiras. O Baquetá é composto por sete membros, entre atores, músicos e equipe técnica. Para participar dos três dias de eventos do Encontro da Amazônia, o grupo convocou KaNêga dos Santos, Gui Araújo, Diogo de Melo e Maikon Silva.

Durante os dois dias voltados aos estudantes de escolas, o artista plástico Maikon Silva vai ministrar a oficina de manualidade, voltado as técnicas de Xilogravura. A atividade terá como tema principal as manifestações culturais brasileiras

No primeiro dia, o painel Influências na formação da identidade cultural brasileira, terá a participação de KaNêga e Gui Araújo. Na ocasião, os dois brincantes irão debater a seguinte questão: “Grupo Baquetá, folclore ou cultura popular?. Através da experiência do grupo e sua atuação na cidade de Curitiba em escolas, teatro, shoppings, espaços culturais, abordarão os termos Folclore e Cultura Popular, apresentando informações sobre o levantamento histórico da utilização dos termos, apontando as particularidades de cada um e o significado de posicionamento implícito na escolha da utilização de um ou outro, paralelamente à experiência da atuação do Grupo Baquetá.

O workshop “Um pouquinho de Brasil, iaiá”, no segundo dia, os dois brincantes vão contar um pouco sobre a pesquisa e a construção do espetáculo, que feita a partir de estudos nas áreas de antropologia, etnomusicologia, teoria teatral, danças, música e relações étnico-raciais. A oficina tem como foco refletir sobre a importância da cultura popular brasileira e vivenciar diferentes ritmos e brincadeiras. A peça, encenada desde 2009, apresenta diferentes manifestações culturais do povo brasileiro, sobretudo as de influência afro-brasileiras e indígenas.

No dia cultural, o grupo ministrará a oficina Gingás do Brasil, destacando as danças populares brasileiras das cinco regiões do país. Comandada por KaNêga dos Santos e Diogo de Melo, a oficina vai explorar manifestações culturais, que se utilizam principal ou exclusivamente de instrumentos de percussão, de diversas regiões do Brasil. Neste módulo, os oficineiros passearão pelo nordeste e sudeste apresentando as cantigas, toadas e danças características do côco-de-roda, bumba-meu-boi e do jongo. Ao som de pandeiros e pandeirões, atabaques e matracas eles convidam o povo a cantar, pisar, rodopiar, dançar e sentir no corpo um pouco dessa “incessante” ginga brasileira.

Atualmente, o Baquetá conta com três espetáculos principais: “Um pouquinho de Brasil, iaiá” – peça teatral que apresenta elementos da cultura negra, indígena e portuguesa e suas influências na formação cultural brasileira -, “Baquetinhá” – musical voltado para o público infantil que utiliza brincadeiras de roda e jogos musicais, através de composições próprias – e “Nhanderecó: uma história de todos nós” – peça teatral que tem como tema as histórias dos povos indígenas brasileiros.

 

Os brincantes:

Guilherme Araujo é mestre em Música, com pesquisa na área de etnomusicologia, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pós-graduado em Programação Neurolinguística Sistêmica pelo ISAL e bacharel em Comunicação Social pela UFPR. É instrutor de Kundalini Yoga pelo Instituto 3HO de Kundalini Yoga. Pesquisa música em religiões e manifestações culturais. Canta, toca violão, baixo e viola caipira. Estudou no conservatório de música popular brasileira, em Curitiba. Tem experiência com música infantil, tendo participado do Grupo Barato da Barata. É ator, músico e produtor do Grupo Baquetá.

KaNêga dos Santos é atriz formada pela Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e musicoterapeuta formada pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Atuou como percussionista, cantora e rabequeira na Banda Tântalus. Musicista, agitadora cultural e performer no Coletivo Odé a Baco. Foi atriz e musicista do Grupo de teatro Nuspartus. Possui experiência com manifestações culturais brasileiras, cultura afro-brasileira, além de teatro infantil e danças populares. Pesquisa relações étnico-raciais e racismo na escola e desenvolve palestras sobre as leis 10.639/03 e 11.645/08. Canta, toca rabeca e percussão. Ministra oficinas de percussão corporal para adultos e crianças e danças afro-brasileiras. É atriz, musicista, oficineira e produtora do Grupo Baquetá.

Diogo de Melo iniciou seus estudos musicais em 2007 na cidade de Assis-SP. No início era a bateria o seu foco, porém logo começou a se interessar por outros instrumentos de percussão e em 2008 ingressou na Oficina de Ritmos Brasileiros ofertada num ponto de cultura na mesma cidade. Dessa oficina surgiu o grupo de percussão “Mergulhatu”, com o qual se apresentou em 2009 e 2010 na “Virada Cultural”, do interior paulista. Com o grupo musical “Shandala” participou de eventos universitários e se apresentou no teatro do SESC em São Paulo. Em 2012, mudou-se para Curitiba para ingressar na Faculdade de Artes do Paraná (FAP) no curso Bacharelado em Música Popular. Com amigos desta faculdade formou o grupo “Regional Sabiá”, com o qual realizou intervenções em feiras e locais públicos de Curitiba, bem como apresentações em bares.

Maikon Silva é licenciado em Educação Artística – habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Participou do Projeto Oficina Permanente de Gravura da UFPR como aluno, bolsista e ministrante de oficina. Atuou em montagens de Exposições no Museu de Arte da UFPR. Foi instrutor de atividades Artísticas no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos nos Centros de Referência e Assistência Social de Curitiba e Piraquara. Foi instrutor de Gravura: Serigrafia no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, em Escolas Municipais de Curitiba. Exposições Coletivas: Marcas Impressas, Gravadores da UFPR e Permanece um pouco em tudo SESC-Centro. Atuou como Professor de Arte em Escolas Estaduais. É assistente de produtor, roadie, cenógrafo e artista visual do Grupo Baquetá.

 

Texto: Marcos Dias com informações do grupo

Arte: Glauco Teixeira Leite

Lendas

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As lendas são as famosas histórias contadas pelos mais velhos para explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais, misturando fatos reais com imaginários ou fantasiosos, e que vão se modificando através do imaginário popular. No que se tornam conhecidas vão sendo registradas na linguagem escrita. Esses contos permaneceram como a melhor maneira para explicar coisas e acontecimentos que não tinham como ser esclarecidos.

Muitos pesquisadores afirmam que as lendas são apenas frutos da imaginação popular, porém, como sabemos, as lendas em muitos povos são “os livros na memória dos mais sábios”.

No Brasil, as lendas possuem influencias dos povos indígenas, africanos e até mesmo dos europeus, que agregaram suas influências culturais. Algumas mais conhecidas com o saci-pererê, curupira, Iara, mula sem cabeça, boi tatá, ou outras histórias como o surgimento do Guaraná, da Araucária e das Cataratas do Rio Iguaçu.

Talvez essas narrações sejam a expressão mais evidente do quão grande e rico é o folclore brasileiro, que atravessa gerações através da sua oralidade e escrita.

 

Texto: Marcos Dias

Arte: Glauco Teixeira Leite

Personalidade: Zoe de Camaris

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Zoe de Camaris é professora de Literatura e Linguística, especialista em Letras, taróloga e estudiosa da Antropologia do Imaginário.

Já participou de diversas palestras e comunicações com o tema do Sagrado Feminino na mitologia e na literatura. Atualmente trabalha em projetos incentivados pelo Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de Curitiba, como professora de Oficinas Literárias e Incentivo à Leitura. Em paralelo, desenvolve cursos particulares de Análise Simbólica.

Com a oficina Figuras Míticas Femininas do Brasil-Indígena, Zoe tem um objetivo transformado: trazer à superfície substratos que persistem incógnitos na alma feminina – figuras míticas – que constituem o nosso imaginário pessoal, mascaradas pela parafernália de imagens, informações e imposições de consumo da sociedade contemporânea.

Nesse sentido, conhecer aspectos diversos da Deusa primordial, buscando referências na mitologia indígena do nosso país, é um ganho inestimável pois seu reconhecimento propicia um movimento catalisador desses mesmos aspectos, fortificando-os e deixando entrever as diferenças marcantes entre a psique feminina brasileira e os modelos americanos e europeus a que estamos acostumadas a nos reportar.

A palestra acontece em dois momentos: a exposição teórica e a feitura de deusas de argila procurando trazer para a realidade concreta aspectos que se encontram adormecidos.

 

Texto: Marcos Dias com informações da assessoria de imprensa

Arte: Glauco Teixeira Leite