Pinheiro do Paraná

Pinheiro do Paraná

 

A Araucária, Araucaria angustifolia (Bertol) Kuntze 1898, é a arvore símbolo do Paraná e sua área original era de 200 mil km². A partir do século XIX, foi intensamente explorada por seu alto valor econômico, dando madeira utilíssima e sementes nutritivas.

Hoje seu território está reduzido a uma fração mínima. O seu desmatamento foi incentivado para abertura de áreas para a agricultura e a indústria madeireira contribuiu para a diminuição da espécie.

A interação com outras espécies é bem expressiva, como fonte de alimento, como várias epífitas que vivem sobre seus galhos e tronco, pássaros que habitam sua copa e tecem seus ninhos.

Sua semente, o pinhão, é alimento muito apreciado tanto pelos animais das matas, quanto pelos seres humanos. É utilizado como ingrediente de comidas típicas em várias cidades e é o que tem colaborado com a sua preservação, há dados que demonstram que um pinheiro adulto pode fornecer até quarenta quilos de suas sementes.

 

Texto e Fotografia: Vanessa Crefta Bozza

Arte: Glauco Teixeira

Influências culturais e artísticas da etnia Kaingang

Colares feitos com materiais heteróclitos.

Colares feitos com materiais heteróclitos. Fotografias: Acervo de Sérgio Baptista da Silva. Fonte: FREITAS, 2005

Hoje o blog traz o trabalho “Garra de jaguar, botão de camisa, cartucho de bala: um olhar sobre arte, poder, prestígio e xamanismo na cultura material kaingang”, da Ana Elisa de Castro Freitas sobre um estudo antropológico da presença da etnia Kaingang na cidade de Porto Alegre, veiculado na Revista Mediações. Formada em Biologia, Mestre em Ecologia e Doutora em Antropologia, a pesquisadora retrata os elementos materiais e simbólicos da influência deste povo indígena nesta região do país. Uma análise sobre no ponto de vista da etnologia, etnoecologia e etnohistória.

Este artigo focaliza um conjunto de objetos de grande significado para a compreensão da evolução cultural, presente e passado, da etnia Kaingang. O trabalho foi construído através das experiências e vivencias dos próprios indígenas. A partir disso, trazendo novas perspectiva ao estudo da arte e suas influências, quando relacionado ao contato interétnico e a etnohistória dos processos coloniais vivenciados no sul do Brasil.

Fabricados pelos Kaingang novecentistas, estes objetos lançam luz para uma mais sofisticada interpretação das manifestações estéticas que integram a cultura material kaingang nas cidades contemporâneas.

 

Confira o trabalho na íntegra: “Garra de jaguar, botão de camisa, cartucho de bala: um olhar sobre arte, poder, prestígio e xamanismo na cultura material kaingang”.

O som do silêncio de Daniel Munduruku

O índio e escritor premiado Daniel Munduruku representa uma das grandes vozes do cenário da literatura indígena no Brasil e no mundo. Carrega na bagagem mais de 45 livros publicados e um currículo invejável. Graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia. É doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em Literatura pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Através de cada palavra, leva todo seu conhecimento histórico-cultural da sociedade indígena e toda sua estrutura de sobrevivência.

 

Daniel Munduruku

Daniel Munduruku

Confira o pensamento do índio sobre os sentimentos que o silêncio desperta.

 

SOBRE O SILÊNCIO

O silêncio me traz duas sensações: tranquilidade e medo.

Sempre opto pela tranquilidade, pois o medo me paralisa e breca sonhos e perspectivas. A tranquilidade me impulsiona e me permite projetar. Sigo a máxima de Pessoa: “Tomo a infelicidade como felicidade, naturalmente como quem não estranha que haja planícies e montanhas e que haja rochedos e ervas”. Assim eu me permito cantar as desventuras que vão e vêm num turbilhão frenético de dores e odores; gostos e desgostos; luzes e sombras. Também por isso digo como Cecília Meireles: “Eu canto porque o instante existe e minha vida está completa. Não sou alegre, nem sou triste. Sou poeta”. Assim, sou movido pela tranquilidade que emana do coração da Terra que, mesmo dona do tempo, está sempre em movimento. Gosto do silêncio que me tranquiliza. Ele age sobre mim e me permite sonhar. Somente o sonho vence o medo, este medonho que embrutece a alma e corrói o corpo.

Prefiro o silêncio que me impulsiona para além de mim mesmo e me lembra que sou movimento no Movimento. E mesmo quando o medo me faz uma visita eu o tomo como necessário para despertar em mim a fragilidade a que estou condenado e a me lembrar que a argila com que fui composto é frágil e finita.

Não sou o Silêncio, mas faço parte dele. Prefiro a tranquilidade. O medo eu o passo para quem precisa dele.

 

DANIEL MUNDURUKU

5 de setembro – Dia da Amazônia

Hoje recebemos a alegre visita dos alunos da Escola Pichon, que comemoraram este dia com a gente! Eles participaram de oficinas temáticas sobre “Ar e Água”, “Equilíbrio Ecológico da Terra”, “Cultura e Povos” e “Fauna e Flora”. Puderam conhecer um pouco mais a Amazônia, entender o que ela é e o que representa; conhecer e se pintar como alguns povos indígenas; experimentar o cupuaçu e muito mais!

Dia da Amazonia colegio pichon

Eventos Culturais

eventos

Eventos culturais também fazem parte da programação da casa. Atividades que valorizam os artistas e pesquisadores: exposições, feiras e congressos além de dias culturais de música e arte.

A Amazônia é rica em cultura e ciência, é uma grande oportunidade apresentar essa magnífica cultura fora da região amazônica.

O espaço cultural reúne culturas da Amazônia tanto nacional como internacional criando um laço único cultura.